Vigilância Ambiental bloqueia local onde foi registrado caso de dengue autóctone em Ijuí

Paciente esteve fora da cidade, mas como mora próxima a casa onde se hospedou o maranhense que teve a doença, está sendo considerado como local


Vigilância Ambiental bloqueia local onde foi registrado caso de dengue autóctone em Ijuí


A Secretaria Municipal da Saúde, por Meio da Vigilância Ambiental, bloqueou e está monitorando o primeiro caso autóctone (quando vírus circula no local) de dengue confirmado em Ijuí.  A doença é transmitida pelo mosquito aedes aegypti.  “Estamos atuando da mesma forma como fizemos quando houve, em fevereiro, a confirmação de um caso com um morador do Estado do Maranhão que passeava em Ijuí”, explica o coordenador Rinaldo Pezzetta.  O trabalho de bloqueio inclui a limpeza do local onde o menino esteve hospedado e, também, onde ele visitou.

De acordo como Pezzetta, o bloqueio abrange um raio de pelo menos 300 metros do local onde reside (ou esteja hospedado) o paciente. Esse cuidado inclui, também, segundo Pezzetta o ambiente de trabalho quando é o caso. O coordenador reforça, mais uma vez, a necessidade de as pessoas estarem atentas e fazer a revisão periódica de suas casas e pátios,  com o intuito de eliminar possíveis criadouros.

Pezzeta lembra, ainda, que o mês de março é tradicionalmente o período em que o índice de infestação predial pelo mosquito aedes aegypti atinge o seu pico máximo. Em Ijuí, hoje, gira em torno de 2.8%. “Cada um tem que fazer sua parte porque senão vamos perder a guerra contra o mosquito”, reitera. Além da dengue, segundo Pezzeta, já circularam em Ijuí vírus da Zica de chikungunya, doenças muito mais severas do que a dengue. “No caso da Zica, as dores são muito mais intensas e podem, inclusive, tornar-se uma doença crônica, com o paciente sofrendo o resto da vida com dores nas articulações”, frisa.

Em Ijuí neste ano, conforme dados divulgados pela Vigilância Ambiental, foram registradas 18 ocorrências suspeitas de dengue:

Janeiro: três notificações, todas descartadas;

Fevereiro: seis notificações, sendo uma confirmada (o caso do menino maranhense), quatro descartadas, e uma aguardando resultado do exame laboratorial;

Março: nove notificações, sendo que destas quatro já foram descartadas, uma confirmada (este caso que está sendo tratado como autóctone), e quatro aguardam resultado do laboratório. Porém desses quatro, segundo Pezzeta, três viajaram para áreas endêmicas, o que aumenta o risco de terem contraído o vírus.

Pezzetta lembra que quando há notificação médica sobre caso suspeito, a Vigilância faz imediatamente o trabalho de bloqueio como se fosse dengue. “No caso da confirmação abre o raio e faz mais um bloqueio de caso. E, com esse trabalho depois de 2010 nunca mais tivemos epidemia aqui em Ijuí. Houve sim, pequenos surtos”, afirma.

De acordo com Pezzetta esses resultados fazem com que a Vigilância Ambiental de Ijuí seja considerada uma das mais bem qualificadas do Rio Grande do Sul e também do Brasil. “Mas nada disso resolverá sem a participação da população. O cidadão precisa colaborar, revisando seu pátio e dando o destino correto ao lixo, para que objetos que acumulam água não fiquem a céu aberto”, reforça.


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